Nessa busca por livros de ficção científica ou fantasia pelos países que eu visito, não poderia deixar de fazer o mesmo ao frequentar a Bienal do Livro no Rio de Janeiro. O livro que acabei comprando não se encaixa em nenhuma dessas categorias, mas me lembrou um trecho da viagem onde passamos por diversas plantações e fazendas no interior do Rio Grande do Sul.
A árvore mais sozinha do mundo retrata a vida de uma entre muitas famílias do interior do Brasil, onde a rotina é ditada pelo ciclo do que é plantado e se vive sob as dívidas do passado e daquelas adquiridas para garantir o plantio atual. Uma casa simples, implementos simples, um carro simples. Alguns animais, muita terra a ser cuidada e uma singela árvore no meio de tudo.
A história é contada na visão da árvore, que acompanha o trabalho e os breves momentos de descanso sob a sua sombra. Também temos a descrição do que acontece dentro da casa, através do espelho que reflete o estado de espírito de cada um. A caminhonete tem seus poucos momentos de destaque, e também as roupas de proteção usadas na hora da aplicação dos agrotóxicos.
Embora eu não tenha essa experiência, me parece uma história muito real, que pode se passar em muitos lugares do país, onde apenas o amor da família e a esperança motivam a continuar.